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Porque o brasileiro gosta tanto de celulares piratas?

O principal critério, obviamente, é o econômico

Com a cultura da telefonia pré-paga do país, é comum os usuários optarem por dispositivos que oferecem opções com três ou até quatro chips / Foto: Reprodução

Desde a última segunda-feira, 17, a Anatel deu início ao seu plano de caça aos celulares irregulares, que tem como objetivo bloquear os aparelhos que não podem operar no mercado brasileiro por falta de certificação. Dentro desse setor, os celulares chineses de se destacam por serem, muitas vezes, clones de grandes empresas, como Nokia, Motorola, Samsung, Apple e etc., que terminam por fazer grande sucesso no mercado alternativo.
O especialista em telecomunicações e professor da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista), Almir Meira, cita alguns motivos pelos quais alguns usuários compram esses aparelhos, que na grande maioria, tem a qualidade relativamente baixa.

O primeiro critério é o econômico por serem, sem nenhuma dúvida, mais baratos do que um de marca. É possível comprar uma réplica de um aparelho da Samsung, que custa R$ 2mil, por R$ 400 ou R$ 500.

No entanto, nem sempre o caso é de um aparelho ruim; às vezes a falta de uma marca de respeito é a principal diferença. “Olhando para as configurações, eles muitas vezes tem um hardware interessante e até se saem bem em termos de desempenho”, diz Meira.

Outro motivo importante exposto pelo especialista é que raramente as grandes empresas apostam em celulares com mais de um chip, o que os aparelhos chineses oferecem. Atualmente, é comum alguns usuários optarem por dispositivos que oferecem opções de três ou até quatro chips, o que permite maior economia na telefonia pré-paga.

Segundo, Almir Meira, o público procura por celulares alternativos com telas grandes, o que permite uma navegação mais prática. Esteticamente, esses aparelhos também se aproximam dos modelos originais e caros.

Mas existe também o lado negativo, e motivo, pelo atual controle rigoroso feito pela Anatel. Por chegarem, ao consumidor, sem homologação, ou quais quer tipos de testes, não há uma estimativa de radiação irradiada pelo celular, ao contrário dos modelos homologados.

Desta forma, não existe nenhuma garantia de que a potência emitida não estará acima do limite recomendado, o que pode causar desconforto e dor de cabeça. Além disso, as ligações podem sofrer com má qualidade, já que o hardware genérico não tem garantia de funcionamento adequado.

Fonte: Amazonasatual.com.br
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Marcus Vinicius
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